segunda-feira, janeiro 31, 2005

A sabedoria dos ditados populares para o novo ano

Diz a sabedoria popular que “ano novo vida nova”! Embora alguns dos chamados ditados populares possam por vezes não corresponder à verdade, é certo que muitos deles são o retrato da actualidade.
Um exemplo do que acabamos de dizer é sem dúvida nenhuma a ideia que o PSD tinha de que aparentemente o Pedro Santana Lopes podia ser uma alternativa a Durão Barroso. Um engano completo porque eles deviam saber que “as aparências iludem”. E é um facto que o jovem nos iludiu e bem! Nos primeiros tempos as coisas até correram bem e a emoção foi tão grande que se esqueceram completamente que se devia ir “devagar com o andor que o santo era de barro”. Depois foi o que se viu. Dívidas e mais dívidas e um país que tão depressa entrava em recessão com esbanjava dinheiro para as coisas mais estranhas do mundo. Se eles se tivessem lembrado do ditado: “as dívidas são assim mesmo: ou acabamos com elas ou elas acabam connosco”, talvez a história tivesse sido diferente!
Com a chegada de 2005 e com a convocação de eleições antecipadas para o próximo dia 20 de Fevereiro, as campanhas eleitorais dos partidos políticos prometem não olhar a gastos. Uma atitude completamente aceitável dado que o país atravessa uma fase bastante favorável, ou não! Os portugueses já estão preparados para ouvir os discursos mais irrealistas dos candidatos! E isto só acontece por um motivo: “pimenta nos olhos dos outros não dói”!
Não fosse a certeza de que a “corda parte sempre do lado mais fraco”, os portugueses até podiam rir das idiotices e da falta de honestidade destes sujeitos! O principal problema é que no final é sempre o povo que sofre, caracterizado pela tão célebre figura do Zé Povinho que se tem que “esticar” para não morrer à fome! No fundo, “a esperança é a última a morrer”.
Pelas sondagens apresentadas podemos afirmar com plena convicção que a Assembleia da República vai com toda a certeza mudar da direita para a esquerda! Desde que são dissolvidos governos neste país que as coisas se processam desta forma. Talvez por causa deste magnífico fenómeno se tenha construído este ditado: “junto da ortiga, nasce a rosa”. Só há uma coisa que nos faz pensar se a mudança da ortiga (PSD) para a rosa (PS) trará alguma coisa positiva a este país. O povo português não gostaria de se arrepender de ter colocado Santana Lopes na rua se o provérbio “mal com ele pior sem ele” se vier a verificar. Contudo há uma coisa que não podemos descartar nem ignorar de forma nenhuma. Se as coisas forem tal como os ditados populares nos dizem há algo que será inevitável: “quem ama a rosa suporta os espinhos”.

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